Pela cultura, pelos direitos e soberania, Fora Temer!

Temer é um conspirador vil. Teve a coragem de ser informante do governo dos Estados Unidos como denunciou o WikiLeaks. Trocava secretamente informações com o cônsul de um governo estrangeiro sobre assuntos internos do seu país. Haja patriotismo verde e amarelo.

E sendo um vende-pátria, quer mesmo vender o Brasil a preço de banana. Agente de interesses externos, não quer que sejamos soberanos em extração de petróleo, em tecnologias, em nossos serviços estatais.

É lógico então que imagine que o Brasil colônia não pode se dar ao luxo de gastar com um ministério da cultura. Pra que?

O business agora é cultura que vem de fora já pronta, com modelito pré-concebido, enlatada, como faz a rede Globo com seus reality e talks shows.

Cultura gera identidade, crítica, reflexão. Então, isso é alimentar a subversão. E…estamos numa inovadora época de “ordem e progresso”, não nos esqueçamos.

Nada mais apropriado ao Brasil colônia que tratar os seus trabalhadores, o seu povo com a exploração de um escravocrata, cortando-lhes os direitos sociais e (entra no pacote!) os direitos humanos.

Sem cultura e sem direitos eis a marcha-ré que Temer nos promete em termos de sociedade.

Com Temer não há ponte alguma para o futuro. O que pode haver é um tremendo túnel do tempo para o passado. FORA TEMER.

A família Marinho, Temer e o governo do sê-lo-ia

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Fizemos questão de ler hoje o editorial de O Globo, dos golpistas Marinho, para ver o que dizia sobre o “novíssimo” governo de Temer, homem de afinidade com a contemporaneidade, tanto assim que tascou um marcante “sê-lo-ia” no meio de uma de suas frases do discurso.

Descobrimos que três coisas fazem neste momento os Marinhos (homens dados a forjar as notícias essenciais a seus negócios) esfregarem as mãos e admirarem sua criatura empossada ontem.

1) Como abutres já vêm boa carniça no anúncio de “reformas na legislação trabalhista e na Previdência” considerando que “sê-lo-iam” “enormes avanços”. Claro que sim, mas avanços no sentido de poderem avançar sobre os direitos e sobre os custos dos salários, saqueando-lhes uma parcela.

2) Depois, exultam com a finalmente possível implantação do estado mínimo no Brasil. Imaginam que “sê-lo-ia” muito bom que o estado privatize tudo e apenas se “circunscreva as suas funções básicas (segurança [leia-se repressão], saúde, educação). Já tomam por realizada a pilhagem e o desmonte da Petrobrás e do pré-sal, do Banco Brasil, da CEF e outras estatais.

3) Por fim, julgam extremamente positiva a considerável presença de parlamentares – o tal “sindicato de ladrões”, grande parte da turma do Cunha – na cerimônia de posse. Isso porque agora pode o toma-lá-dá-cá com o legislativo (“mudança radical em relação aos tempos de Dilma”, têm coragem de afirmar) para impor sobre as costas do povo as medidas impopulares. Tanto que pode, que pode também serem ministros de Temer 7 acusados de corrupção, alguns na Lava Jato, e os Marinhos nem tocarem de raspão no assunto.

O Marinhos parecem ter sido picados pelo mesmo espírito de tolerância que hoje viceja no STF e no Juiz Moro em relação aos acusados de corrupção, tanto assim que podem ser ministros sem manchetes incômodas.

Aos que organizaram o golpe, contudo, fica o problema: sê-lo-ia fácil fazer toda a pilhagem desejada se não houvessem os trabalhadores, a juventude, parcela considerável do povo disposta a defender seus direitos…sê-lo-ia.

Renan e Janot: mais dois golpistas que saem do armário.

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O Presidente do Senado, Renan Calheiros, revelou-se nas últimas horas o que muitos já sabiam. É golpista de carteirinha.

Cerimonioso, Renan mandou seguir o rito do impeachment, mesmo sabendo que trata-se de uma chicana institucional com as digitais lamacentas de Eduardo Cunha.

Bagre ensaboado, mandou dizer que está constrangido em tocar a destituição da presidente Dilma adiante. Exagera na rídicula desfaçatez. Alguém disse que está ficando parecido com Cunha. Na verdade sempre foi irmão siamês do deposto, não via quem não queria, como era o caso de muitos petistas que o consideravam até à véspera um firme aliado.

Escoiceado Cunha, Renan é o próximo na fila da vice-presidência de Temer. Sabe-se lá até quando, afinal esta fila tem mostrado que anda.

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, é outro que saiu do armário com tudo. Golpista com verniz de isento, sorrateiro e seletivo na Lava Jato, apareceu para varrer o impeachment de Temer para baixo do tapete da República. Acaba de enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer para suspender a tramitação do pedido de afastamento do vice Temer na Câmara dos Deputados. É bom lembrar que o pedido contra Temer está fundamentado no fato de que ele também deu suas pedaladas fiscais durante o governo Dilma.

Janot pede ao STF que atue para limpar a cena do crime. Se já fizeram a faxina com Cunha agora é a vez dos “heróis” togados livrarem Temer de sobressaltos e possíveis vinganças do baixo clero parlamentar.

Rede Globo tortura os números para sustentar o golpe

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A Rede Globo é mesmo muito cara de pau em querer fazer o povo de bobo.

Hoje, diante da decisão do presidente da Câmara em exercício, Waldir Maranhão, de cancelar aquela vergonhosa sessão do dia 17 de abril que decidiu pelo impeachment da presidente Dilma, a emissora, desconsiderando o conteúdo da decisão, partiu para uma matemática de padaria:

– “Como pode um deputado sozinho anular a decisão de 367 de seus pares?”, questionou a Globo (só faltou chamar Waldir Maranhão – a quem alcunha de “o interino” – de golpista).

Com amnésia seletiva, A Globo esqueceu de mencionar que estes 367 deputados se deram ao direito de cassar ilegitimamente o voto de nada mais nada menos que 54 milhões de brasileiros.

A matemática é impediosa com a Globo. Vejamos os números:

– O deputado Waldir Maranhão representa 3,67% da decisão dos 367 deputados;

– Os 367 deputados golpistas, no entanto, representam apenas 0,0067% dos 54 milhões dos que votaram em Dilma.

Se vamos tratar somente de números a representatividade da decisão dos 367 deputados pelo impeachment é infinitamente menor do que a de Waldir Maranhão para qualificar de inválida a sessão aberrante do dia 17 abril.

Mas, noves fora, o que vem ao caso é que a sessão do dia 17 abril, organizada e conduzida pelo bandido do Cunha, além de imoral, foi ilegal. Esse é o ponto. O resto é pretexto para emplacar o Temer.

Caiu o segundo na sucessão do golpe. O povo pode derrubar o primeiro.

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O deliquente Eduardo Cunha teve que ser tirado de cena. Com seu jeito grotesco revelava demais a podridrão por trás do golpe.

Ao invés de cortar-lhe apenas o rabo empoado de pavão, que lhe crescera demais depois da sessão espetaculosa pelo impeachment no dia 17 de abril, seus comparsas não tiveram outra escolha senão passar direto e rápido à degola.

Um golpe é assim mesmo. Comporta um passar de pernas sem fim.

Mas não tinha jeito, o povo não engoliu a pantomima farsesca do arqui-corrupto conduzindo uma horda grotesca de deputados ávidos por abocanhar os botins do day-after. Muita gente se deu conta que o molho sairia mais caro que o peixe, como dizem.

Alguns acham que será melhor para Temer a implosão do capataz do golpe. Outros já vêm nisso o tombar prematuro do governo usurpador do vice. Boa opinião a de quem disse que sem Cunha comandando a banda (podre!) de deputados as tais medidas impopulares, tão desejadas pelos empresários da FIESP e as turmas do agronegócio e do mercado financeiro, não terão dias fáceis pela frente.

Uma coisa é certa: se o governo biônico de Temer perder a funcionalidade econômica para os golpistas que querem aumentar suas fortunas arrochando a maioria do povo, não tem serventia que assuma.

Cunha e Temer são carne e unha. Nem as aparências enganam. O segundo homem na sucessão golpísta se foi. Ao primeiro o povo na rua saberá dar-lhe destino idêntico. É por isso que é preciso intensificar o dia 10 de maio como Dia Nacional de Paralisação e luta contra o golpe e pelos direitos sociais.

STF recebe a sexta denúncia contra Cunha mas julga que só o golpe vem ao caso.

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF mais um pedido de abertura de inquérito contra o Deputado Federal Eduardo Cunha. É o sexto.

Deitados em berços esplêndidos os togados do andar de cima fingem que dormem. Não querem colocar em risco a santa aliança do golpe. Sabem que qualquer medida jurídica contra Cunha agora e…a conspiração golpista pode voar pelos ares. Então, deixam quietos. Primeiro apear Dilma, depois…depois é depois, afinal, a corrupção já virou um simples detalhe em tudo isso.

As afirmações de Janot contra Cunha, neste sexto pedido de inquérito, são estrondosas:

“Pode-se afirmar que a investigação cuja instauração ora se requer tem como objetivo preponderante obter provas relacionadas a uma das células que integra uma grande organização criminosa – especificamente no que toca a possíveis ilícitos praticados no âmbito da empresa Furnas. Essa célula tem como um dos seus líderes o presidente da Câmara dos Deputado Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro” (Brasil 247).

Dizem que a justiça é cega, mas tudo nos leva a crer que mesmo se a denúncia de Janot estivesse em braille, nem isso garantiria que ela seria lida nesse momento por qualquer um dos nobres juízes do STF. Para os ministros do Supremo certamente é melhor serem taxados de engavetadores do que serem os estraga prazeres de um golpe tão querido pelas elites do país.

“República de Lagarto” tira do ar o WhatsApp

Imagem site Desleituras, coluna de André Balbo: texto "República Federativa dos Lagartos".

Imagem: site Desleituras, coluna de André Balbo: texto “República Federativa dos Lagartos”.

As pessoas estão atônitas de saber que a interrupção do funcionamento do WhatsApp de 100 milhões de usuários brasileiros é consequência da decisão solitária (monocrática) de um juiz de primeira instância da comarca de Lagarto, em Sergipe.

Isso mesmo. Um juiz, sozinho, nos cafundós, decidiu interromper o funcionamento de um serviço usado por metade da população do país. A alegação pouco importa para o que queremos discutir aqui.

Mas juízes solitários, de primeira instância, recentemente chegaram ao cúmulo de vetar o direito da presidente da República de indicar um ministro. Muita gente calou-se diante disso achando que a decisão era funcional aos seus interesses políticos momentâneos.

O Juiz Moro, que também é um juíz de primeira instância, quase botou fogo no país ao tentar – ilegalmente – prender um ex-presidente da República e ao permitir o grampeamento da presidente da República e a divulgação do conteúdo de sua conversa. Esse mesmo juíz, prende sem provas, promove delações contraditórias, promove condenações irrevogáveis e faz escolhas seletivas em suas decisões. Um juiz de primeira instância, volto a frisar. Mas, sendo prestativo a um certo ponto de vista político, por que não desconsiderar o fato desse poder desmesurado estar sendo exercido por um juiz dessa instância, não é mesmo?

Acontece que a “República de Curitiba”, juridicamente autoritária, desproporcional nas suas atribuições, agora está abrindo brecha para outras repúblicas como a “República de Lagarto”. Se Curitiba pode, por que Lagarto não pode? É isso que acontece quando as portas do autoritarismo são abertas: sempre haverá um aventureiro atrás do outro a querer transpor o umbral.

Cunha está nadando de braçada no mar de lama do golpe.

O corrupto Eduardo Cunha, presidente da Câmara e possível vice-presidente do país se o impeachment da presidente Dilma passar no Senado, parece muito dono de si ao afirmar:

“Eu vou sair da presidência da Câmara dia 1.° de fevereiro de 2017”.

Cunha diz sem pestanejar que cumprirá integralmente seu mandato como presidente da Câmara dos Deputados, apesar de todas as acusações e fartas provas de corrupção e evasão de divisas que pesam sobre seus ombros.

Essa demasiada confiança provém do fato de que até agora o STF tem lhe oferecido uma blindagem excepcional para que possa seguir executando seu espúrio papel dentro do golpe em andamento.

Homem mancomunado com a vigarice jurídica do golpe para empossar Temer, espera ser recompensado pelos serviços prestados.

Ardiloso, como sempre, tenta ludibriar: “a Câmara não será uma empregada de Temer”. É claro que não. A Câmara será serviçal dos lobistas dos grandes empresários, banqueiros, latifundiários e multinacionais. Uma Câmara corrupta – todos viram isso no dia 17 de abril – evidentemente que será altivamente senhora dos seus próprios negócios.

Temer também será serviçal dessa gente poderosa que patrocina o golpe e…os golpistas.

Não nos espantaria se o pato da FIESP passasse a dividir, num eventual governo Temer, meio-expediente diante do Congresso Nacional e meio-expediente em frente ao Palácio da Alvorada, sede da presidência da República. Emblema e mascote do golpe, poderia passar às noites “navegando” no espelho d’água do Itamaraty, que, ao que tudo indica, deverá ser comandado por José Serra.

Cunha nada de braçada nesse mar de lama.

Comitê do CEP propõe uma Assembleia Nacional Popular para barrar o golpe

O “Comitê Contra o Golpe, em defesa da Democracia e dos Direitos Sociais” do Colégio Estadual do Paraná lançou uma moção às frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo propondo uma Assembleia Nacional Popular para barra o golpe e organizar a luta por avanços sociais. Um interessante caminho para dar consequência para o grande movimento que hoje resiste nas ruas do Brasil. A moção foi referendada por unanimidade pelo Conselho Estadual da APP-SINDICATO, no dia 30/04.

Leiam o texto da moção:

“POR UMA ASSEMBLEIA NACIONAL POPULAR

Dia 17 de abril, depois da votação da Câmara Federal pelo impeachment, tanto o presidente da CUT, Wagner Freitas, como a Frente Povo Sem Medo, coincidentemente, propuseram a realização de uma Assembleia Popular dos Trabalhadores. Essa Assembleia Nacional pode ser ampla, abarcando delegações das fábricas em luta contra o golpe (como ocorreu no ABC paulista), de representação dos sindicatos, de movimentos da periferia, de comitês, plenárias e reuniões que proliferam – até espontaneamente – por todo o país.

Seria um momento e tanto para reafirmar a amplitude e a unidade da luta contra o golpe, assim como dar força à decisão de não reconhecer um eventual governo usurpador de Temer e seu programa a serviço do FMI, dos empresários, banqueiros e latifundiários.

Os trabalhadores, os militantes, teriam na Assembleia Popular nacional e sua preparação um momento importante para discutir a retomada da luta pela reforma política, o que pode por na ordem do dia a discussão da retomada da luta pela Constituinte que varra os resquícios e as deformações da ditadura militar, do fisiologismo, presentes nas atuais instituições apodrecidas e distanciadas do povo.

Nós que nos engajamos na luta contra o golpe, na prática estamos pondo a questão : a luta para derrotar nas ruas os golpistas não pode ser para ter o mesmo Brasil de agora, e sim um Brasil que avance mudanças com reforma agrária, empregos, direitos sociais e soberania do povo.

Diante disso, enviamos esse apelo aos companheiros da Frente Brasil Popular e Povo sem Medo para que convoquem essa Assembleia Popular Nacional.

Curitiba, 29/04/2016.

Aprovada em reunião do Comitê Contra o Golpe, em defesa da Democracia e dos Direitos Sociais no Colégio Estadual do Paraná.”

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Golpistas debocham do povo com piadas prontas.

imageO humorista José Simão disse que o Brasil é o país da piada pronta.

Eu diria que aqueles que preparam um golpe na democracia do país estão promovendo verdadeiras piadas de mau gosto que beiram bizarrices e escárnios contra o povo brasileiro.

Vejamos algumas das situações hilárias patrocinadas pelos golpistas em marcha e que desmentem o compromisso sério dessa gente com as soluções políticas para os problemas que assolam as preocupações da maioria do país:

– A sessão da Câmara dos deputados que aprovou o impeachment de Dilma bradando o combate a corrupção foi presidida pelo arqui-corrupto Eduardo Cunha;

– O conspirador Michel Temer declara que eleição presidencial em caso de impeachment de Dilma é golpe…

– O STF reuniu-se essa semana não para tocar o processo contra o corrupto Cunha, que continua depositado sob as bundas dos magistrados, ao invés disso, os ilustres togados gastaram horas e o dinheiro do contribuinte para debater a importante matéria jurídica sobre se o consumidor pode ou não entrar no cinema com pipoca comprada fora do estabelecimento.

A essas três esdrúxulas demonstrações de síndrome de república bananeira, eis que surge uma quarta blague. O Procurador Federal, Deltan Dallagnol, evangélico como Cunha, um dos coordenadores da Lava Jato, acaba de declarar que “mudança de governo não é caminho andado contra a corrupção”.

Ora, ora, então depois dos Procuradores da Lava Jato, comandados pelo juiz Moro (o que tomou doril nos últimos dias), fazerem todo o tipo de vazamento seletivo em dobradinha com a Rede Globo procurando incitar a opinião pública contra Dilma, Lula e o PT, agora se fica sabendo que se a presidente Dilma e o PT forem apeados do governo a corrupção vai continuar.

É realmente uma grande piada. O bom é saber que o povo não anda com muito senso de humor para tolerar deboches como esses.